segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Talvez

"... estive pensando, não sei, talvez eu lhe encontre algum dia. No bar, na praia, no quarto, debaixo da ponte. Talvez só seja uma questão de tempo; ou quem sabe o tempo não lhe permita viver por muito tempo. 
Enfim, talvez as coisas não passem de um “talvez”. Ou de uma noite ouvindo “Dreaming with a broken heart” no sofá da sala. Pensando, tomando um café. Imaginando como seria diferente, ter certeza das coisas. Mas isso não é necessário. Talvez, nada seja necessário (nem isso que estou escrevendo). Não há motivos para ter certeza se você não parar de fazer o que está fazendo e sair correndo em busca do que você quer. Eu, por exemplo, poderia embarcar num ônibus com um destino traçado no mapa e “ter” o que eu busco; mas as coisas vão além do que está limitado. Só sei que respirar no vidro e depois desenhar com o dedo é incrível.
Assim como escrever seu nome no meu mural de fotos. Saiba que o que realmente é bom, a gente só faz uma vez na vida. Correr na contra-mão numa noite chuvosa, dançar no meio de uma avenida movimentada, doar um conversível para o ferro velho, pedir carona e cair na estrada. Todos um dia acordamos com essa vontade. Mas hoje, acordei com a vontade de escrever essas coisas que talvez fiquem mofando em uma gaveta, ou num blog fracassado; sendo que seria para estar em suas mãos. Enfim, pegue o ônibus em alguma dessas
madrugadas chuvosas, compre dois pacotes de cookies, arranque uma flor do jardim de alguém, e me encontre naquela loja de vinis... "

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