Tento viver como se a vida fosse uma dança, faço do tempo o meu par, dou infinitas voltas no palco da existência. Para que essa dádiva que me foi concedida não seja desvalorizada, faço do tempo minha canção, do amor meu instrumento, vivo mergulhado na mais bela melodia.
O sol que todos os dias renasce e se põe, é o holofote mais reluzente diante dos meus olhos, eu canto o passado no presente, e conforme a música passa, o futuro se constrói com outra sinfonia, que agora desconheço, mas que amanhã aprenderei a tocar.
Olho para os olhos de uma criança e enxergo a inocência envelopada em suas pupilas, leio nas entranhas da face daquela senhora velha da padaria, vejo o que o tempo escreveu, imagino tudo que ela viveu, olho da minha janela e vejo a imensidão do céu, reconheço que sou tão pequeno, mas que a trilha sonora da minha vida, só eu posso dançar, e sobre esse palco da existência,não espero os aplausos de ninguém para libertar-me.
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