Assim que o luar chega num súbito e apertado tempo, o curioso nos persegue, a imaginação voa...
Ah, voa longe demais para qualquer palavra negativa e pouco dita num dia de harmonia.
Mas sinto que nesses dias calorosos, as almas vagam, correndo de um lado para o outro na grama molhada do meu quintal, sussurrando uma canção piedosa. Posso escutar cada uma delas, mas procurando apenas por uma. A que me faz falta. A que espero nos meus sonhos noturnos. Aquela alma que posso engolir num sopro, e aquecer dentro do meu coração.
Há tanta tristeza pincelada na harmonia, que não posso nem tentar explicar, é como se tudo fosse quieto demais, pouco insinuado, como costumo ser...
A morte é assim. Leva as almas para um lado inexistente, rouba nossos sonhos, nossos abraços, nossos risos, e deixa apenas a saudade...
Mas que coisa inútil, essa! Leva tudo consigo, e me sobra apenas o '' colher '' de almas imaginárias em meu quintal. A canção piedosa me diz, me avisa, me encoraja, que um dia irei cantar com eles, e com a alma da minha saudade.
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